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Helicóptero da Recorde cai e piloto morre em SP |
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Um helicóptero da TV Record caiu no Jockey Club de São Paulo na manhã desta quarta-feira enquanto fazia imagens de um acidente. O piloto da aeronave, Rafael Delgado Sobrinho, 45 anos, morreu e o cinegrafista Alexandre Borracha foi levado em estado grave ao hospital Itacolomy Butantã.
Os Bombeiros foram acionados para atender o caso às 7h26. O hospital Itacolomy Butantã afirma que o cinegrafista foi levado para atendimento no local, mas não informa o estado de saúde da vítima.
De acordo com a emissora, o cinegrafista chegou no hospital consciente, confuso, sem ferimentos externos, e vai ser submetido a tomografias. A TV afirma ainda que o piloto, que trabalha há mais de dez anos para a empresa, avisou que teria que voltar para o Campo de Marte para pousar, mas não teve tempo e acabou tendo que procurar um local descampado para evitar um acidente de maiores proporções.
A Aeronáutica diz que militares do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) foram para o local da queda para fazer uma investigação preliminar das causas do acidente. Segundo a Globo News, um especialista do Seripa que está no local afirma que ainda é cedo para determinar as causas do acidente.
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Estabilizador Vertical do AF447 encontrado. |
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A descoberta pelas equipes de resgate do estabilizador vertical do Airbus A330 da Air France, que fazia o vôo AF 447 e caiu no Oceano Atlântico, pode ser decisiva nas investigações sobre as causas do acidente, disse nesta segunda-feira o brigadeiro da reserva José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero. Pereira analisou as fotografias dos destroços divulgadas pela Aeronáutica e pela Marinha, e disse que as peças devem conter informações valiosas para as investigações.
Aquilo é importante, afirmou o brigadeiro, em referência ao estabilizador vertical. O leme do avião é preso àquela peça. Como há a suspeita de que uma das consequências do problema foi a quebra do leme, a descoberta do estabilizador vertical inteiro pode ajudar muito os investigadores. Pode mostrar como rompeu, como o leme se soltou, qual foi a força que atuou e foi capaz de quebrar alguma coisa, acrescentou.
Os fios retirados do mar também podem ajudar nas apurações da causa do acidente, já que o avião reportou automaticamente à Air France ter sofrido uma falha elétrica. Vi uma foto de uma cablagem, aquela maçaroca de fios. A forma como aqueles fios foram seccionados e a medição se eles foram submetidos a uma carga elétrica, comentou o ex-presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros.
Para Pereira, entretanto, as investigações não devem ser concluídas em um curto período de tempo. Serão anos de investigação, a não ser que eles (as equipes de busca) descubram logo a caixa-preta. Estou acreditando nos franceses. Eles têm uma tecnologia boa e experiência nisso, e estão mandando um submarino para lá, comentou o brigadeiro.
Autoridades responsáveis pelos trabalhos de busca no Recife têm se negado a dar detalhes sobre os destroços encontrados, mas em vídeo publicado em seu site na internet, a FAB informa que o estabilizador vertical do Airbus está entre as peças encontradas no oceano.
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EUA não julgarão ações do Vôo 1907 - afirma Juiz. |
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O juiz Brian Cogan considerou em sentença proferida na última quarta-feira, mas divulgada hoje pela Associação dos Pais e Amigos da Vítimas do Vôo 1907, que as ações da famílias das vítimas do Vôo 1907 da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006, contra a empresa Legacy, fabricante do jato envolvido no acidente, e mais três empresas, não devem continuar nos Estados Unidos.
Neusa Machado, representante da Associação dos Pais e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, afirma que as famílias haviam chegado à conclusão de que teriam que ingressar em uma Corte americana para poder fazer justiça.
Segundo a associação, o juiz afirmou que decidiu pela sentença porque os réus não poderiam processar alguns dos possíveis responsáveis pelo acidente nos Estados Unidos (Gol, União Federal e Embraer). Além disso, para o juiz, o interesse do Brasil no julgamento do caso seria maior que o americano e os problemas dos tribunais brasileiros (demora e, impossibilidade de reunião dos processos) não seriam suficientes para o caso ser retirado das Cortes brasileiras.
De acordo com os familiares, o juiz estabeleceu ainda condições para que o processo não volte para os Estados Unidos, entre elas que os réus forneçam às Cortes brasileiras quaisquer documentos que estejam em seu poder e que todas as testemunhas que residem nos Estados Unidos compareçam ao Brasil para prestar depoimentos. Os pilotos estão excluídos desta condição, pois poderão ser ouvidos em território americano.
As famílias depositaram toda a esperança no juiz Cogan para que a justiça fosse cumprida e ele toma essa decisão e ele ainda exclui os pilotos de comparecer ao Brasil para prestar esclarecimentos da tragédia que eles causaram, disse Neusa, que perdeu seu marido, Valdomiro Henrique Machado, 61 anos, no acidente.
O vôo 1907 da Gol caiu sobre uma área de floresta no Estado de Mato Grosso em 29 de setembro de 2006, depois de colidir no ar com o Legacy da ExcelAire. O Boeing 737 ia de Manaus a Brasília. Todas as 154 pessoas a bordo morreram no acidente, que desencadeou uma crise no setor aéreo brasileiro.
O Legacy, pilotado pelos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, conseguiu pousar com apenas alguns danos na asa da aeronave.
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Avião da TACA sofre acidente em Honduras. |
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Um avião da companhia aérea Taca (Transportes Aéreos del Continente Americano), que faz a linha Los Angeles-San Salvador-Tegucigalpa-San Pedro Sula sofreu um acidente nesta sexta-feira em Honduras. A imprensa local afirma que o vôo 390 vinha de El Salvador.
Segundo a agência AFP, duas pessoas morreram, já a agência Reuters afirma que houve uma vítima. Uma rádio hondurenha afirmou que uma vítima foi morta no solo.
Avião saiu da pista e foi parar em rua movimentada de Tegucigalpa
Segundo a agência Efe, um dos mortos é o o presidente do Banco Centro-Americano de Integração Econômica, o nicagüarense Harry Brautigam. Harry está morto, confirmou a jornalistas o médico Tito Alvarado, do Hospital Escola de Tegucigalpa.
O acidente aconteceu durante a aterrissagem da aeronave no aeroporto da capital Tegucigalpa. O avião saiu da pista e invadiu uma via bastante movimentada da cidade, segundo informações locais. A imprensa diz que carros foram atropelados pela aeronave e diversas pessoas ficaram presas nas ferragens. O avião também teria atingido um pequeno comércio. Vários passageiros feridos foram retirados e levados ao hospital.
Eu agradeço a Deus que estou vivo -há outros passageiros que estão em situação pior, disse o sobrevivente Roberto Sosa a uma rádio.
Um funcionário da companhia aérea disse a uma televisão de Honduras que havia 142 pessoas a bordo.
O Corpo de Bombeiros que chegou ao local com ao menos dois veículos combateu o fogo em uma das turbinas da aeronave no intuito de evitar explosões.
O avião pousou horas depois da passagem de uma tempestade, que deixou parte da cidade coberta por um nevoeiro. Segundo um passageiro, devido à falta de visibilidade, a aeronave deu diversas voltas no ar antes de pousar.
A empresa disse que vai investigar as causas do acidente e deve soltar uma nota oficial sobre o fato.
Autoridades lutam há anos para modernizar o Aeroporto Internacional Toncontín, que conta com uma pista de pouso curta, equipamentos de navegação primitivos e proximidade com colinas, o que faz do aeroporto um dos mais perigosos do mundo
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Avião cai e mata dois em Capão do Leão |
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Um avião experimental de prefixo PUVHQ caiu e matou duas pessoas em Capão do Leão, no interior do Rio Grande do Sul. A aeronave foi localizada na manhã desta terça-feira, mas estaria desaparecida desde a segunda-feira. A queda teria ocorrido às 16h35min de ontem.
Os restos do avião monomotor branco teriam sido encontrados em um banhado da propriedade Santa Alba, interior do município. Inicialmente a Brigada Militar havia dito que a queda tinha ocorrido em Pedro Osório.
As vítimas fatais foram identificadas pela polícia como Ricardo Volkweis Lopes, proprietário e piloto da aeronave, e Valdir Silveira Lopes Filho, mecânico. De acordo com informações preliminares, a dupla realizava testes no monomotor, que teria sido construído por Ricardo Lopes. Um trator rebocou uma camionete dos Bombeiros até o local da queda, que é de difícil acesso.
A perícia começou às 12h10min. Equipes da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros, da Infraero estão no local e trabalham na remoção dos corpos.
Informamos também que o piloto é irmão de nosso querido Staff (chefe da Divisão Agro/Aeroclube) Guto.
Aproveitamos o ensejo para envio de sinceros votos de pêsames a família enlutada.
A Air Brasil acaba de decretar luto oficial de 3 dias na companhia.
Força amigo Guto.
High Staff
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Piloto morre após queda de avião de fumigação no RS |
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Uma pessoa morreu ontem após a queda de um avião de fumigação agrícola em uma lavoura de arroz em São Sepé, no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com informações da polícia do município, o piloto Crissiano Rosa da Silva estava espalhando uréia sobre a lavoura quando o avião caiu de uma altura de cerca de 15 metros. O avião se arrastou por 50 metros até parar. O local foi isolado esperando peritos da Aeronáutica, que devem chegar ainda hoje à cidade, segundo a polícia, para analisar as causas da queda da aeronave.
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Airbus isenta avião e indica falha operacional |
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Um comunicado da Airbus baseado na análise oficial da caixa-preta do vôo 3054 afirma que a aeronave A-320 não apresentou nenhum defeito de funcionamento e que o manete da turbina direita, que estava inoperante e travada, não foi desacelerado corretamente pelo piloto na hora do pouso.
A falha operacional, que a Aeronáutica investiga se foi um erro do piloto ou ainda algum problema técnico, desencadeou a série de eventos que impediram a frenagem do Airbus-A320 na pista de Congonhas, levando o avião a escapar da pista e colidir com um prédio, deixando 199 mortos.
Com o manete (alavanca que controla a potência da turbina) direito em posição de aceleração durante a aterrissagem, os spoilers (freios aerodinâmicos) não foram acionados e o auto-break (freio automático) nas rodas foi inibido.
O comunicado confirma a hipótese indicada pela caixa-preta.
Segundo a Airbus, o avião se comportou da forma prevista diante do cenário. O avião tem um sistema de gerenciamento automático de potência das turbinas, o chamado autothrust, que regula os motores de acordo com cada etapa de vôo.
A aproximação do vôo 3054 foi feita com o autothrust acionado. Mas, ao desacelerar o manete da turbina esquerda e deixar o manete da turbina direita incorretamente em aceleração, o autothrust desligou.
Para a Airbus, isso ocorreu conforme o projeto do avião. Por isso, a aproximação de pouso aconteceu normalmente com os manetes na posição de aceleração. Mas, dois segundos antes de tocar o solo, a turbina direita acelerou de forma imprevista.
Segundo o AIT (Accident Information Telex, telegrama de informação de acidente), o terceiro da Airbus sobre o caso, o manete direito permaneceu na posição de aceleração até o momento da colisão, quando acaba a gravação das caixas-pretas.
O piloto pisou nos pedais 11 segundos depois de tocar o solo para acionar o freio das rodas, mas não tentou ou não conseguiu trazer o manete direito para a posição de reverso --na qual deveria estar, em conjunto com o manete esquerdo, após o toque na pista.
No momento de desespero ao ver que o avião não freou, o co-piloto Henrique Stephanini di Sacco, fala desacelera, desacelera, conforme indica a caixa-preta. E o piloto, Kleyber Lima, responde: "não dá, não dá".
A comissão de investigação da Aeronáutica --da qual participa representantes da Airbus-- irá analisar o motivo da falha e não se pronunciou oficialmente sobre a questão, apesar de aprovar o texto da AIT.
Já foi levantada a hipótese de que algum problema mecânico possa ter impedido que o manete fosse desacelerado até o ponto morto. E ainda que um defeito técnico possa ter impedido o piloto de trazer o mesmo manete para o reverso depois de tocar o solo ou ainda quando os pilotos tentavam frear após perceber o problema.
Outra questão a ser levantada é sobre o treinamento dos pilotos sobre o uso dos manetes na situação de reverso inoperante. No AIT, a Airbus afirma que o manual atualizado, com o procedimento correto, estava na cabine.
Este telegrama da Airbus confirma a hipótese de falha operacional dos pilotos, levantado no comunicado anterior, conforme foi revelado no dia 25 de julho.
Naquele documento, emitido uma semana após o acidente, a Airbus pediu atenção a todas as operadoras em relação à regra existente e correta sobre operação dos manetes para pouso.
A Airbus tem interesse em divulgar que não houve defeito no funcionamento do avião, mas ainda assim já surgem críticas a respeito do projeto do A320. Depois de um acidente parecido em Taiwan em 2004, a Airbus afirmou que iria desenvolver um alerta sonoro e visual para a situação em que um manete é esquecido em aceleração durante o pouso.
O mecanismo não seria obrigatório, e a TAM diz que não foi alertada sobre o mesmo.
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Em um ano, diretoria da Anac ganhou 246 viagens de empresas |
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Quatro dos cinco diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) fizeram, de julho de 2006 a julho de 2007, 246 viagens pelo país bancadas pelas companhias aéreas que fiscalizam, aproveitando-se do chamado passe livre. A média é de uma viagem a cada um dia e meio ou 20,5 por mês.
Leur Lomanto foi o que mais usou do benefício: 78 viagens, 51 apenas em setembro e outubro de 2006. A maioria para Salvador, sua terra natal.
O presidente da agência, Milton Zuanazzi, usou 58 vezes o passe livre no ano passado. Neste ano, não há registro de que ele tenha viajado de graça. Joseph Barat viajou 63 vezes no último ano a cargo das companhias e Denise Abreu, 47.
Documentos enviados pela Anac à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, obtidos pela Folha, indicam que Lomanto fez todas as viagens pela TAM. Nas vezes em que as justificou, informou que era para inspecionar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da Anac no aeroporto de Salvador. O regimento interno da agência, porém, não atribui à diretoria o papel de inspecionar nenhuma área da aviação civil.
Geralmente, ele saiu de Brasília, sede da Anac, ou do Rio, onde a agência tem escritório, direto para Salvador, onde mora. A justificativa é a mesma dos demais diretores.
De julho a dezembro de 2006, o presidente da Anac viajou 58 vezes --43 em agosto. Na maioria, o destino foi Porto Alegre, onde mora. Além de inspeções, alegou reuniões de diretoria. Viajou normalmente pela TAM. Barat também viajou pela empresa na maioria das vezes. Em agosto foram 37 viagens para Rio, SP e Brasília.
Denise Abreu também usou passagens grátis para desembarcar nos mesmos destinos de Barat. Argumentou como os demais: reuniões e inspeção.
O passe livre está no regulamento da Anac e permite a seus funcionários embarcar em vôos sem pagar passagem. No início do mês, Zuanazzi reconheceu, o uso, mas disse que há um esforço para reduzi-lo. Há casos de funcionários que alegaram "atender compromissos agendados" para a viagem ou acompanhar diretor.
Deputados da CPI consideram grave o fato. Os diretores perdem autoridade quando usam o passe livre, que deveria ser utilizado para fiscalização. As agências já têm seu orçamento, não precisam fazer uso desse recurso. O pior é que as empresas aceitam esse jogo, disse Vic Pires (DEM-PA).
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou emenda à lei geral das agências reguladoras, em discussão na Câmara, para proibir o benefício. A Folha procurou ontem a assessoria de imprensa da Anac, mas não obteve resposta.
resumindo... - Relaxa e Goza povo brasileiro!
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VOICE RECORD da TAM Vôo 3054 liberado |
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Os integrantes da CPI do Apagão Aéreo da Câmara divulgaram nesta quarta-feira um trecho da transcrição do diálogo ocorrido entre o piloto e o co-piloto do avião do vôo 3054 da TAM e a torre de controle do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, no último dia 17. Cerca de 200 pessoas morreram.
Hot 1: Está ok? Tudo certo?
Hot 2 diz que está tudo OK na cabine e pergunta onde irão pousar.
Hot 1: Eu acabei de informar.
Hot 2: Eu não ouvi, desculpe, ela falando.
Hot 1: Mas ela ouviu. Congonhas.
Hot 2: É Congonhas? Que bom. Ela deve ter ouvido, obrigado.
Hot 1: Lembre-se que temos apenas um reverso.
Hot 2: Sim, nós só temos o esquerdo.
TAM 3054 reduz velocidade para aproximação e chama a torre.
Hot 1: Boa tarde.
Hot 2: Boa tarde
Hot 1: Torre de São Paulo, aqui é TAM 3054.
Torre: TAM 3054 reduza a velocidade mínima para aproximação. O vento é norte 106.
Hot 1: Eu vou reportar quando estiver ok.
Torre: Autorizado.
[Ele voava a 6.000 pés. Os trens de pouso descem.]
[Check list final. Uma verificação indica que a aeronave passa por Diadema.]
Piloto avisa cabine de comando de que estava pronto para pousar.
Hot 1: Aterrissando sem azul. Pista de chegada à vista, pousando.
Um dos comissários pergunta à torre sobre a condição da chuva, da pista, se ela está escorregadia.
Hot 1: TAM em aproximação final a duas milhas de distância. Poderia confirmar condições?
Torre: Está molhada e ainda escorregadia
Torre: Eu reportarei quando a 35 estiver liberada. 3054 na final.
Torre responde que outra aeronave está começando a decolar.
Torre: TAM 3054. 35 à esquerda. Autorizado para pousar. A pista está molhada e escorregadia. O vento é 330 a 8 nós.
Hot 1: 330 a 8, é o vento.
Torre: Checado, 3054, 3054 Roger. O pouso está liberado. O pouso está liberado.
[Piloto automático desconectando. Som de três cliques indica a reversão do CAT 2 ou 3 para CAT 1, ou seja, para aproximação visual.]
FWC: Inibido a descida para mim. Tira o sinal.
Hot 2: Um ponto agora. Ok?
Hot 1: Ok.
FWC: Ok. Retardar, retardar.
[Som do movimento do acelerador. Barulho do motor aumenta. Som de toque na pista.]
Hot 1: Reverso 1 apenas. Spoilers nada.
Hot 2: Olhe isso! Desacelera! Desacelera!
Hot 1: Eu não consigo, eu não consigo. Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!
Hot 2: Vai! Vai! Vira! Vira! Vira!
[Som de batida. Pára som de batida.]
Torre: Ah, não.
[Som de gritos. Voz feminina. Som de batida.]
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Falha no manete é uma das hipóteses para acidente da TAM |
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O chefe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), o brigadeiro Jorge Kersul Filho, disse nesta sexta-feira que não descarta que o acidente com o Airbus-A320 da TAM tenha sido provocado por uma falha no manete --dispositivo que acelera o motor-- do avião. Ele já tem em mãos os dados registrados pelas caixas-pretas da aeronave.
Uma das hipóteses prováveis é a posição do manete, mas precisamos ter certeza. Por exemplo, os dados podem mostrar que o manete estava em outra posição. Quem garante que não foi uma falha de um equipamento que deu este sinal incorreto, questionou.
Kersul disse que a Aeronáutica trabalha com uma série de hipóteses que podem ter causado o acidente, que incluem também falhas no sistema de frenagem da aeronave até problemas com a tripulação do Airbus.
Há vários fatores que podem ter contribuído: a pista de pouso, a manutenção da aeronave, as condições de trabalho da tripulação, o preparo da tripulação --fisiológica e psicológica--, a meteorologia, controle de trafego aéreo na hora do acidente. Os dados contidos nas caixas esclarecerão como foi a atuação da aeronave nos últimos minutos do vôo, afirmou.
O avião da TAM atravessou a pista de Congonhas, a avenida Washington Luís e se chocou contra um posto de gasolina e o prédio da TAM Express no último dia 17. Foi o maior acidente da história da aviação do país, deixando cerca de 200 mortos.
Ministro da Defesa
Dez dias depois do acidente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio a São Paulo nesta sexta-feira para vistoriar a pista de Congonhas, o prédio da TAM e, em seguida, foi ao IML (Instituto Médico Legal), onde estão sendo feitos os trabalhados de identificação das vítimas do vôo 3054 da TAM.
Tanto o comandante [da Aeronáutica, Juniti Saito] como eu descemos ao necrotério para examinar o ato de trabalho de um desses corpos. Quero dizer a vocês que é rigorosamente impactante, para não dizer horroroso, disse Jobim.
Medidas
À tarde, Jobim se encontrou com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e com o prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM). Serra aproveitou o encontro para apresentar propostas para amenizar a crise aérea e reduzir o fluxo no aeroporto de Congonhas.
A principal medida é a construção de uma terceira pista de pouso e decolagem no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana.
Serra também sugeriu o apressamento das obras de construção de um terceiro terminal de passageiros no aeroporto de Cumbica.
Para facilitar o acesso ao aeroporto de Guarulhos, Serra disse que seria construída uma linha ferroviária com trens expressos ligando São Paulo ao terminal.
A proposta de Serra é construir a obra por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada). Pela proposta, o Estado de São Paulo entraria com R$ 1,5 bilhão, o governo federal com R$ 580 milhões, e a iniciativa privada com R$ 1,3 bilhão. Para Congonhas, o governador sugeriu a construção de uma área de escape para aumentar a segurança dos vôos e não para aumentar o tráfego ou o peso das aeronaves. Segundo ele, o aeroporto de Congonhas é uma espécie de porta-aviões.
Anac
A Folha Online apurou que quatro dos cinco diretores da Anac já concordaram com o pedido coletivo de renúncia, inclusive o presidente da agência, Milton Zuanazzi. A única que resiste em deixar o posto é Denise Abreu, indicada para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu. A diretoria é composta também por Leur Lomanto, Jorge Veloso e Josef Barat.
Interlocutores do governo informaram que o mais cotado para assumir o lugar de Zuanazzi é o brigadeiro Jorge Godinho Barreto Nery, ex-presidente do DAC. Ele assessorou o ex-ministro Waldir Pires na Defesa e continua na pasta --agora sob o comando de Jobim.
Outro nome cotado para integrar a diretoria da Anac é engenheiro aeronáutico Ozires Silva, ex-presidente da Varig e da Embraer e com um longo currículo de experiência no setor aéreo.
Fontes da Anac disseram que o clima dentro da agência está muito ruim e que dentro da agência há funcionários comemorando a saída dos diretores por considerar que eles não possuem perfil adequado para comandar a autarquia.
Para esses funcionários, a falta de capacitação ficou evidente no acidente da Gol, em setembro passado. Com a queda do avião da TAM, no último dia 17, o pessoal técnico da Anac deixou de respeitar a atual diretoria, formada por indicações políticas.
Dos cinco diretores da Anac, apenas Veloso pertence ao setor: é especialista em segurança de vôo. Zuanazzi --indicado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)-- é pós-graduado em sociologia. A advogada Denise Abreu trabalhou com Dirceu na Casa Civil. Lomanto foi deputado federal e assessor parlamentar da Infraero. Barat é economista.
Conclusão da Air Brasil
Num país que nem o nosso, que mais vale uma indicação política do que conhecimento na área, o último que sair apaga a luz e fecha a porta!
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